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Como Melhorar o Core Web Vitals e Aumentar a Velocidade do Site (Parte 2-3)

Descubra como otimizar o Core Web Vitals para melhorar a experiência do usuário, aumentar o desempenho do site e conquistar melhores posições no Google. Veja técnicas práticas e implemente melhorias agora mesmo.

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Como Melhorar o Core Web Vitals e Aumentar a Velocidade do Site (Parte 2-3)

Como Melhorar o LCP na Prática

Depois de entender o que é o Largest Contentful Paint (LCP) e por que ele é tão importante, chegou o momento de colocar a mão na massa. Essa métrica representa o tempo necessário para que o maior elemento visível da página seja carregado. Na maioria dos sites, esse elemento é um banner, uma imagem de destaque, um vídeo ou até mesmo um bloco de texto com uma fonte personalizada.

O erro mais comum é acreditar que basta diminuir o tamanho das imagens. Embora isso seja importante, o desempenho depende de um conjunto de fatores. Um servidor lento, arquivos CSS bloqueando a renderização, excesso de JavaScript ou consultas demoradas ao banco de dados também podem aumentar significativamente o tempo de carregamento.

Uma das primeiras medidas é utilizar formatos modernos de imagem, como WebP ou AVIF, que oferecem excelente qualidade visual com arquivos muito menores que JPEG ou PNG. Também vale a pena implementar o atributo srcset, permitindo que dispositivos móveis carreguem versões menores das imagens, reduzindo o consumo de banda e acelerando a renderização.

Outro ponto essencial é o lazy loading, mas com cuidado. A imagem principal da página (hero image) não deve utilizar carregamento preguiçoso, pois ela precisa aparecer o mais rápido possível. O ideal é aplicar o lazy loading apenas em imagens localizadas abaixo da primeira dobra (below the fold), priorizando o conteúdo que o usuário vê imediatamente ao acessar o site.

O servidor também exerce papel fundamental. Hospedagens compartilhadas com poucos recursos costumam aumentar o tempo de resposta (TTFB – Time To First Byte), prejudicando diretamente o LCP. Utilizar uma infraestrutura escalável, cache em nível de servidor e uma CDN (Content Delivery Network) reduz significativamente a latência, principalmente para visitantes de diferentes regiões geográficas.

Outra prática recomendada é eliminar recursos que bloqueiam a renderização. Arquivos CSS e JavaScript carregados antes do conteúdo principal podem impedir que o navegador exiba rapidamente os elementos da página. Técnicas como Critical CSS, carregamento assíncrono (async) e diferido (defer) ajudam a resolver esse problema.

Otimização de Imagens

Em muitos projetos, mais de 60% do peso total da página é composto por imagens. Isso significa que uma estratégia eficiente de otimização pode reduzir vários segundos do tempo de carregamento.

Algumas boas práticas incluem:

Técnica

  • Converter imagens para WebP ou AVIF
  • Compressão sem perda perceptível
  • Uso de srcset
  • Lazy Loading abaixo da dobra
  • Definição de largura e altura

Benefício

  • Redução de até 70% no tamanho dos arquivos
  • Melhor velocidade sem comprometer a qualidade
  • Entrega imagens adequadas para cada dispositivo
  • Economia de banda e carregamento inicial mais rápido
  • Evita deslocamentos de layout (CLS)

Além disso, sempre avalie se uma imagem realmente precisa existir. Em muitos casos, um fundo com gradiente em CSS substitui perfeitamente uma imagem pesada.

CDN, Cache e Hospedagem

Imagine que seu servidor esteja localizado em São Paulo, mas um visitante acesse seu site a partir de Lisboa. Cada requisição precisa atravessar milhares de quilômetros antes de retornar uma resposta. É exatamente esse problema que uma CDN resolve.

Uma Content Delivery Network distribui cópias do seu site em diversos servidores espalhados pelo mundo. Assim, o visitante recebe os arquivos do ponto mais próximo de sua localização, reduzindo drasticamente a latência.

Além da CDN, outras estratégias incluem:

  • Cache do navegador;
  • Cache em servidor;
  • Cache de objetos (Redis ou Memcached);
  • Compressão GZIP ou Brotli;
  • HTTP/2 ou HTTP/3;
  • TLS otimizado.

Essas técnicas trabalham em conjunto para entregar páginas mais rapidamente e reduzir o tempo necessário para que o navegador apresente o conteúdo ao usuário.

Como Reduzir o INP

Desde que o Interaction to Next Paint (INP) substituiu oficialmente o FID, desenvolvedores passaram a prestar muito mais atenção na responsividade das páginas. Enquanto o antigo indicador analisava apenas a primeira interação, o INP considera praticamente toda a navegação do usuário.

Em outras palavras, ele mede quanto tempo o navegador leva para responder a uma ação importante. Se o visitante clicar em um botão e precisar esperar um segundo até perceber alguma reação, a experiência já começa a parecer lenta.

Grande parte dos problemas está relacionada ao uso excessivo de JavaScript.

Bibliotecas enormes, widgets de terceiros, pixels de rastreamento, chats online, mapas, ferramentas de marketing e animações pesadas disputam recursos do navegador. Quanto maior essa carga, mais difícil se torna responder rapidamente às interações do usuário.

Uma boa prática consiste em dividir o JavaScript em módulos menores (code splitting) e carregar apenas aquilo que será realmente utilizado naquela página. Também é interessante remover bibliotecas antigas e substituir funções pesadas por APIs nativas do navegador sempre que possível.

Outro cuidado importante envolve tarefas longas na Main Thread. Quando um script ocupa o processador durante vários segundos, o navegador simplesmente deixa de responder aos cliques do usuário. Dividir essas tarefas em pequenos blocos melhora significativamente o INP.

JavaScript Inteligente

Nem todo JavaScript é um problema. O verdadeiro desafio está em carregar apenas o necessário.

Algumas recomendações incluem:

  • remover bibliotecas não utilizadas;
  • evitar plugins redundantes;
  • minimizar arquivos JS;
  • utilizar tree shaking;
  • ativar compressão Brotli;
  • adiar scripts secundários;
  • utilizar Web Workers para tarefas pesadas.

Frameworks modernos como React, Vue e Next.js já oferecem recursos que facilitam esse processo, mas ainda exigem boas práticas por parte dos desenvolvedores.

Redução do Tempo de Resposta

Outro fator importante é o processamento realizado pelo servidor.

Imagine um formulário de contato. O clique acontece instantaneamente, mas a aplicação demora três segundos para processar a solicitação. Mesmo com um JavaScript perfeito, o usuário continuará percebendo lentidão.

Algumas estratégias incluem:

  • otimizar consultas SQL;
  • reduzir chamadas externas;
  • utilizar cache de API;
  • implementar filas para tarefas demoradas;
  • melhorar índices do banco de dados.

Essas melhorias beneficiam não apenas o INP, mas todo o desempenho da aplicação.

Como Diminuir o CLS

O Cumulative Layout Shift (CLS) costuma ser um dos indicadores mais negligenciados. Muitas empresas concentram esforços apenas na velocidade de carregamento e esquecem que estabilidade visual também influencia diretamente a experiência do usuário.

Imagine entrar em um e-commerce, escolher um produto e, no momento de clicar em "Comprar", um banner aparece empurrando o botão para baixo. Em vez de adicionar o produto ao carrinho, você acaba clicando em um anúncio. Essa situação gera frustração e reduz a confiança na página.

O principal segredo para evitar o CLS é reservar espaço para todos os elementos antes mesmo que eles sejam carregados.

Sempre defina largura e altura para imagens, vídeos, banners e iframes. Dessa forma, o navegador consegue calcular o layout antes da chegada do conteúdo, evitando deslocamentos inesperados.

Outro cuidado importante envolve fontes personalizadas. Quando uma fonte demora para carregar, o navegador inicialmente exibe uma fonte padrão e, posteriormente, substitui pelo arquivo correto. Essa troca pode provocar pequenas alterações no tamanho do texto e gerar deslocamentos perceptíveis.

O uso da propriedade font-display: swap ajuda bastante nesse cenário.

Layout Estável

Um layout previsível transmite confiança ao usuário.

Algumas recomendações incluem:

Problema

  • Imagens mudam de posição
  • Anúncios aparecem depois
  • Fontes causam salto visual
  • Pop-ups deslocam conteúdo
  • Conteúdo dinâmico altera layout

Solução

  • Definir width e height
  • Reservar espaço antecipadamente
  • Utilizar font-display: swap
  • Exibir como overlay
  • Definir containers fixos

Pequenos detalhes como esses fazem enorme diferença na qualidade percebida do site.

Como Melhorar o Core Web Vitals e Aumentar a Velocidade do Site (Parte 1-3)

Fontes, Banners e Widgets

Hoje praticamente todo site utiliza integrações externas.

São exemplos:

  • Google Fonts;
  • Google Maps;
  • Chat online;
  • Pixels de marketing;
  • Ferramentas de análise;
  • Widgets sociais;
  • Vídeos incorporados.

Cada um desses recursos pode afetar o desempenho.

Sempre que possível:

  • hospede fontes localmente;
  • carregue widgets somente quando necessários;
  • adie scripts de terceiros;
  • remova integrações que não geram valor para o negócio.

Muitas empresas descobrem que mais da metade dos scripts carregados nunca são utilizados pelo visitante.

Técnicas Avançadas para Acelerar Qualquer Site

Independentemente da tecnologia utilizada — seja WordPress, Laravel, React, Next.js, Shopify ou um sistema próprio — existem práticas avançadas capazes de proporcionar ganhos expressivos de desempenho.

Entre as mais importantes estão:

  • utilização de HTTP/3;
  • compressão Brotli;
  • pré-carregamento (preload) de recursos críticos;
  • prefetch para páginas futuras;
  • preconnect para domínios externos;
  • cache de navegador otimizado;
  • minificação de CSS, HTML e JavaScript;
  • remoção de CSS não utilizado;
  • redução do DOM excessivamente grande;
  • carregamento condicional de componentes;
  • otimização de consultas ao banco de dados;
  • monitoramento contínuo por meio de métricas reais (RUM).

A velocidade deixou de ser apenas uma preocupação técnica. Hoje ela influencia diretamente indicadores de negócio como taxa de conversão, permanência na página, abandono de carrinho, geração de leads e posicionamento nos mecanismos de busca.